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ESF POP RUA
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

II Ação de Prevenção ao Suicídio: a parada desta vez foi na Central do Brasil


No dia 14/10 realizamos nossa 2ª ação de Prevenção ao Suicídio. A atividade contou com a participação do voluntário Sr.Batista, membro do Centro de Valorização da Vida (CVV), que nos ajudou a abordar esta temática tão importante. Conversamos com a população em situação de rua que fica atrás da região da Rodoviária, e também, os moradores que ficam próximo ao Restaurante Popular. Participaram as Agentes Sociais Tauane, Ana Camilla e Viviane, a Psicóloga Ana Carolina, enfermeira Ana Paula, Assistente Social Aline e o Téc.enferm. David.

O CVV - Centro de Valorização da Vida é uma das organizações não-governamentais (ONG) mais antigas do Brasil.Fundada em 1962 por um grupo de voluntários, foi reconhecida como entidade de utilidade pública federal pelo decreto lei nº 73.348 de 20 de dezembro de 1973.Sua atuação baseia-se essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil. Sua principal iniciativa é o Programa de Apoio Emocional realizado pelo telefone, chat, e-mil, VoIP, correspondência ou pessoalmente nos postos do CVV em todo o país (veja como acessar o serviço). Trata-se de um serviço gratuito, oferecido por voluntários que se colocam disponíveis à outra pessoa em uma conversa de ajuda e preocupados com os sentimentos dessa pessoa. (Fonte:http://www.cvv.org.br/site/conheca.html)









Por Aline Laura Guedes

FAZENDO REDES, ESTABELECENDO PARCERIAS: AÇÃO COM A FUNDAÇÃO SÃO MARTINHO


No dia 22 de Outubro aconteceu um ação conjunta entre diversos parceiros da rede local do Centro/RJ, e é claro, o Consultório na Rua não ficou de fora deste evento. O objetivo da ação foi ofertar diversas atividades para as crianças, adolescentes e os pais que são atendidos pela Fundação São Martinho. Nossa equipe elaborou um jogo que abordou a temática das DST´s, onde os adolescentes puderam tirar suas dúvidas, se informar e refletir mais sobre o tema. Estiveram presente no evento: o gerente Rodrigo Ribeiro, a administrativa Clarice, a enfermeira Ana Paula, a Psicóloga Carol, a Assistente Social Adriana, a Auxiliar de Saúde Bucal Fabiana e as Agentes Sociais Rose e Ana Camilla.







 



É assim que se caminha PROMOÇÃO DA SAÚDE E FAZENDO REDES: SEMPRE !!!!

Aline Laura Guedes

domingo, 4 de outubro de 2015

OUTUBRO ROSA e o CONSULTÓRIO NA RUA


No Sábado 03/10  parte da equipe do Consultório na Rua: a Enfermeira Renata, as Assistentes Sociais Aline e Adriana,  o médico Rodrigo, os Téc. de Enfermagem Ákyl e David, os Agentes Sociais Rose e Jaílson e o Gerente Rodrigo participaram da Ação Popular realizada pela Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo ofertar diversos serviços para a população em situação de rua, com a participação de órgãos como a Defensoria Pública, Detran/RJ (para 2ªvia de documentação), oferta de banho e alimentação, apresentação de capoeira, dentre outros. 

Nossa equipe esteve presente representando à saúde. Abordamos a temática do Outubro Rosa, de forma a refletir com nossos usuários questões relacionadas a prevenção do Câncer de Mama e o auto cuidado. 








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CONSULTÓRIO NA RUA E OUTUBRO ROSA NA LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA

Por:Aline Laura Guedes

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

AINDA SOBRE SETEMBRO

SETEMBRO AMARELO ALERTA PARA A PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

No dia 30/09 foi realizado na Praça da Cruz Vermelha um bate papo entre usuários, equipe do CnR e o palestrante convidado do CVV. O objetivo da atividade foi divulgar e esclarecer a todos que é possível conversarmos sobre o suicídio e como preveni-lo. Consideramos que o momento foi muito produtivo, e em breve, estaremos em outra área  do Centro/RJ para uma nova conversa.

O Setembro Amarelo é um movimento mundial realizado há alguns anos e estimulado por entidades médicas e pelo IASP (Associação Internacional para Prevenção do Suicídio). Com uma ideia simples como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que visam, respectivamente, sensibilizar a população sobre os riscos do câncer de mama e das doenças masculinas, o Setembro Amarelo pretende iluminar grandes símbolos das principais cidades e incentivar ações que levem o amarelo e chamem a atenção da sociedade para a questão do suicídio como um problema de saúde pública que deve ter a atenção de todos e pode ser evitado. (fonte:http://www.setembroamarelo.org.br/)






Por:Aline Laura Guedes

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Após campanha de vacinação, Saúde faz material informativo contra gripe


Cartazes para profissionais e público leigo ensinam hábitos de prevenção.Passo a passo também mostra 11 etapas para lavar bem as mãos.

Após promover a 15ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, de 15 de abril a 10 de maio, o Ministério da Saúde elaborou um material informativo para profissionais da área e o público em geral sobre como se prevenir do vírus influenza, que causa a doença.
A ação está sendo divulgada em todo o país desde o dia 27 de maio, e vai até 15 de julho, em pleno inverno – quando os casos de gripe costumam aumentar. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de tosse, espirro ou contato com secreções respiratórias de indivíduos infectados.
As seis peças lançadas pelo governo incluem um manual de como evitar o vírus da gripe, com hábitos como lavar as mãos adequadamente, usar álcool em gel, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar ambientes fechados e com muita gente, não usar remédios sem orientação médica e procurar um profissional ou uma unidade de saúde se houver sintomas como febre, tosse, dor de garganta e dor no corpo.
Outro cartaz explica especificamente o passo a passo de como higienizar bem as mãos com água e sabão. O procedimento de 11 passos dura de 40 a 60 segundos e deve ser adotado sempre, especialmente após tossir ou espirrar, segundo o ministério.
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Cartaz mostra hábitos a serem adotados para evitar gripe (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)Cartaz mostra hábitos a serem adotados para evitar o vírus da gripe (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)
Passo a passo ensina a lavar as mãos com água e sabão de forma adequada (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)Passo a passo ensina a lavar bem as mãos com água e sabão (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)Fonte: G1

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ministério alerta que campanha de vacinação contra a gripe não elimina circulação do vírus



 O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse hoje (17) que a vacina contra a gripe não elimina a circulação do vírus influenza no país e pediu à população que mantenha as medidas de prevenção à doença, como lavar as mãos com frequência e cobrir o rosto ao tossir ou espirrar.
A mensagem é dirigida principalmente à população que não faz parte dos chamados grupos prioritários dacampanha de vacinação iniciada segunda-feira (15) em todo o país – gestantes, idosos com mais de 60 anos, crianças entre 6 meses e 2 anos, profissionais de saúde, índios, população carcerária e doentes crônicos.
“O vírus da gripe circula o ano inteiro. Haver casos e mortes é esperado. A Organização Mundial da Saúde [OMS] estima que há de 250 mil a 500 mil mortes por ano [no mundo] relacionadas à influenza. A vacina não impede a circulação do vírus.”
Jarbas ressaltou que as pessoas imunizadas contra a gripe em 2012 devem receber a vacina novamente este ano. “Ela dá uma proteção limitada, de dois a seis meses somente, e como o vírus da gripe se modifica muito, a gente tem vários subtipos circulando que podem ser completamente diferentes dos vírus do ano passado”, explicou.
O secretário lembrou ainda que, em 2012, 8% dos pacientes mortos pela gripe na Região Sul do país não receberam o medicamento oseltamivir nas primeiras 48 horas de tratamento. O índice, segundo ele, indica que 92% das vítimas não tiveram acesso ao remédio em momento oportuno.
“Os médicos não devem esperar exame ou esperar agravar [o quadro], principalmente em casos que têm como condição um doente crônico, uma gestante, uma pessoa com mais de 60 anos ou uma criança menor de 2 anos. Este é o protocolo do ministério: feito o diagnóstico clínico, o médico deve imediatamente utilizar o oseltamivir.”
Por fim, Jarbas convocou as pessoas que integram os chamados grupos de risco a procurar os postos de saúde no próximo sábado (20), quando a pasta realiza um dia de mobilização nacional contra a gripe.
O secretário disse que o objetivo da mobilização no sábado é facilitar o acesso das pessoas que trabalham e têm mais dificuldade de comparecer às unidades de saúde durante o período comercial. “Apesar de ter toda a próxima semana, até o dia 26, não vamos deixar para a última hora. Procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa e vacine”, apelou.
FONTE: Agência Brasil - Davi Oliveira

segunda-feira, 18 de março de 2013

Campanha para diagnóstico de hanseníase inicia nesta segunda


PREVENÇÃO

O objetivo é aumentar o diagnóstico precoce e identificar comunidades com hanseníase e verminoses. As duas doenças têm cura e o tratamento é gratuito pelo SUS.


Começou nesta segunda-feira (18) a campanha do Ministério da Saúde de prevenção de hanseníase e verminoses em 9,2 milhões de estudantes da rede pública. Até sexta-feira (22), alunos de escolas localizadas em 800 municípios, com alta carga da doença, serão avaliados para diagnóstico precoce das duas doenças. A campanha foi lançada oficialmente nesta segunda-feira, em Recife (PE), pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Com o slogan “Hanseníase e Verminoses têm cura. É hora de prevenir e tratar”, a campanha tem como objetivo aumentar o diagnóstico precoce, além de identificar comunidades em que as duas doenças ainda persistem.
Durante toda esta semana, agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família e das Unidades Básicas, visitarão as escolas em busca de alunos que apresentem sinais e sintomas das doenças. Os casos suspeitos serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início imediato do tratamento. 
Na solenidade de lançamento da campanha, o secretário de Vigilância em Saúde destacou a importância do diagnóstico e tratamento.  “A hanseníase tem cura e, quando a pessoa começa o tratamento, a transmissão é interrompida quase que imediatamente”, alerta Jarbas Barbosa.
O secretário ressaltou que a doença é rara em crianças, mas quando ela é portadora é porque alguém na família ou na comunidade possui hanseníase. “Nosso objetivo é duplo: detectar o caso, tratando a criança, e também descobrir outros casos na comunidade que possam estar perpetuando a doença”, explicou Barbosa.
A campanha também pretende reduzir a carga das verminoses (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas, que causam anemia, dor abdominal e diarreia). Estes parasitas podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança.  O tratamento, em dose única, será realizado por profissionais de saúde nas unidades básicas, após consulta para autorização de pais ou responsáveis.  Esta ação também prevê a distribuição de 10 milhões de cartilhas para orientação dos professores e estudantes, com esclarecimentos gerais sobre as doenças.  
Com relação à hanseníase, o diagnóstico será realizado com a ajuda dos professores, pais ou responsáveis. Os professores irão distribuir aos alunos formulário com perguntas sobre sinais e sintomas da doença, a ocorrência de algum caso na família e um desenho do corpo humano para identificação do local de alguma mancha. Os formulários, que deverão preenchidos com a ajuda dos pais ou responsáveis, serão enviados às secretarias municipais de Saúde, que ficarão responsáveis pelo encaminhamento dos alunos, com manchas sugestivas de hanseníase, às unidades básicas de saúde. Com a confirmação da doença, o estudante receberá tratamento gratuito. A previsão de cura é de 12 meses após o início do tratamento.
PREVALÊNCIA– O Brasil vem avançando para eliminar a hanseníase como problema de saúde pública. Um exemplo deste esforço é a melhoria progressiva de todos os indicadores. Levantamento inédito do Ministério da Saúde aponta redução de 61,4% no coeficiente de prevalência (pacientes em tratamento) entre 2001 e 2011, passando de 3,99 por 10 mil habitantes para 1,54. No mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento de hanseníase cresceu 142%, de 3.895 unidades, em 2001, para 9.445, em 2011.
 O levantamento também mostra redução de 25,9% nos casos novos entre 2001 e 2011, que passaram de 45.874 para 33.955, respectivamente. Apesar dos resultados, existem sete estados que apresentaram, em 2011, coeficiente de prevalência acima de três casos por 10 mil habitantes (MT, TO, MA, PA, RO, GO, MS).  A média nacional é de 1,54/10 mil, o que é bem próxima da meta estabelecida pelo Plano de Eliminação da Hanseníase (menos de um caso para cada grupo de 10 mil, até 2015).
 O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos gratuitamente para o tratamento e treina os profissionais de saúde para o atendimento. A hanseníase é transmitida de pessoa para pessoa por quem tem contato muito próximo e prolongado com o doente, dentro do núcleo familiar ou da comunidade em que vive. Geralmente, não é transmitida dentro de um ônibus ou num local público. A hanseníase tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio. O tratamento é gratuito e eficaz, com duração média de seis meses a um ano.
Atendimento à imprensa
ASCOM/MS
(61) 3315.3580

domingo, 3 de março de 2013

ESTRESSE: Conheça este inimigo



Dentre as várias definições, o estresse pode ser considerado uma reação física a determinadas questões da vida capazes de alterar o equilíbrio interno do indivíduo. Está ligado a quatro sistemas do organismo humano, o esqueléticomuscular, o imunológico, o gastrointestinal e o cardiovascular. A reação física pode ser determinada pelo cansaço (físico e psicológico), gripe, gastrite, dores no peito, palpitações, e outras manifestações clínicas.

De acordo com o cardiologista Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos, o principal fator que provoca o estresse é a sobrecarga no trabalho (acúmulo de tarefas), e a falta de organização e capacidade de distribuir as tarefas e funções. Os problemas considerados sem solução que as pessoas têm no dia-a-dia, também levam ao estresse. "O ideal é quebrar a rotina fazendo outras atividades ou exercícios físicos nas horas de lazer", aconselha o Dr. Barretos. Além do lazer, o Dr. Barretos fala que uma alimentação balanceada, rica em carboidrato e proteína, e pobre em gordura ajuda a prevenir o estresse. A gordura também pode causar outros malefícios para nosso organismo, principalmente para quem não pratica nenhuma atividade física. Doce deve ser evitado, só ingerido de vez em quando. O fast-food e as frituras devem ser substituídos por pratos leves, como frango acompanhado de salada, por exemplo.

Agitação, insônia, descontentamento com as questões do dia-a-dia, péssimo desempenho no trabalho e dificuldade para resolver simples problemas podem ser sintomas de um estressado. Segundo o Dr. Barretos, o especialista sempre ajuda, pois o psicólogo e o psiquiatra levam as pessoas a encontrar um caminho para a resolução de problemas. Mas vale lembrar que, para evitar uma consulta a um especialista, tentar se organizar identificando e resolvendo os problemas por etapas é outra saída.

Entretanto, é necessário explicar a questão do estresse visto como uma doença. O Dr. Barretos afirma que só é caso de doença se o estresse estiver somado a outros fatores de risco, como cigarro, sedentarismo ou má alimentação, podendo então provocar distúrbios cardiológicos. Além disso, como já foi citado, pode causar manifestações clínicas, como gastrite (devido à falta de apetite), dores no peito, palpitação (provocada pela descarga de adrenalina), e outras.

A estatística do estresse no Brasil é uma questão complicada, por não haver dados precisos. Sabe-se que o perfil que ainda lidera é o homem executivo, mas com o aumento de mulheres no mercado de trabalho, cresceu também o número de mulheres que sofrem do mal.

Todo tratamento, incluindo a duração e exercícios recomendados, varia de acordo com cada caso e com o nível de estresse apresentado pelo indivíduo. Segundo a Dra. Rebeca, há grande discussão sobre os exercícios ideais. Para ela, as atividades aeróbicas - caminhada, corrida, natação e bicicleta são mais eficazes. Mas há também um acompanhamento terapêutico, com técnicas de relaxamento, respiração, yoga, meditação, dança, e outras. "A atividade indicada depende das condições de cada paciente. Existem pessoas que conseguem se desligar mais facilmente dos problemas do que outras", fala a psicóloga.

Além do tratamento terapêutico, há a psicoterapia na qual agem em parceria o médico e o psicólogo, para os casos mais complexos. O uso de medicamentos deve ser sempre indicado por um especialista e também varia de acordo com cada caso, podendo ser tranqüilizantes, anti-depressivos, etc. "O tratamento para o estresse visa equilibrar relaxamento e preocupação. Os sintomas podem voltar dependendo das questões do dia-a-dia do indivíduo. Para isto, há uma reorientação", explica a Dra. Rebeca.

Prevenir o estresse não tem nenhum segredo, basta que se tenha uma boa qualidade de vida social, sabendo conciliar a tensão da rotina de trabalho, as horas de lazer e as atividades físicas.

Dr. Antônio Carlos Barretos e Dra. Rebeca Santos

Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos é cardiologista e dirige a Unidade Clínica de Prevenção Cardiológica.
Dra. Rebeca Santos é a psicóloga responsável pela Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiológica do Exercício Condicionado. Ambos são especialistas do Instituto do Coração (InCor-SP)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Combinação álcool e direção aumenta número de mortes de homens durante o fim de ano




Durante as festas de fim de ano, cresce assustadoramente o número de mortes de homens com idades entre 15 e 34 anos, vítimas de acidentes de carro, homicídios e agressões. Só para se ter uma ideia, em 2010, cerca de 35 mil homens nessa faixa etária perderam a vida contra oito mil mortes de mulheres. A mortalidade masculina chega a 80% dos casos. Para o coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora, as causas estão relacionas ao consumo de bebida alcoólica e a direção de veículos.
Além disso, Chakora lembra que os homens costumam reagir de forma mais agressiva a situações de conflito: ”Por natureza os homens eles têm uma resposta a situações de violência seja como autor, ou seja, como vítima da violência. Geralmente, os homens eles se machucam muito, uns aos outros, se ferem, se matam e na questão da violência doméstica geralmente eles são os perpetuadores da violência, comentem geralmente violência doméstica e sexual contra suas parceiras e contra seus familiares. Então, o que a gente está buscando de fato é que os homens de preferência possam ou não beber, ou se beber moderadamente, beber num ambiente tranquilo, seguro pacífico e que isso possa resultar em exatamente momentos de alegria e não de tristeza”, explica.
Para que as festas de fim de ano sejam celebradas sem terminar em tragédia, o coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora, reforça o alerta de jamais beber se for dirigir. ”Desfrutem, curtam o melhor da vida, aproveitem toda saúde para confraternizar com seus semelhantes, com as suas famílias, com seus amigos, mas de maneira consciente, lúcida, que bebam moderadamente para poder de fato celebrar. De maneira alguma se for dirigir, não beba, não passe pela tentação de achar que você pode fazer qualquer coisa”, reforça.
Vários estudos comprovam que os homens são mais vulneráveis às doenças graves e crônicas e morrem mais cedo do que as mulheres. Para isso, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Saúde do Homem. O objetivo é garantir e qualificar a atenção à saúde do homem prevenindo agravos.
Fonte: Hortência Guedes / Web Rádio Saúde

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Medidas de prevenção são necessárias para combater o câncer


Foto: Timothy Tadder/Corbis


Em 1988, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM nº 707, que criou o Dia Nacional de Combate ao Câncer, lembrado nesta terça-feira, 27 de novembro, com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença, o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção contra a doença.
O câncer já representa a segunda causa de morte no país, perdendo apenas para as mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC). Neste ano, oInstituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) aponta para o surgimento, no Brasil, de 52.680 casos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em relação ao câncer da próstata, são estimados 60.180 novos casos entre brasileiros em 2012. Esses são os tipos de câncer que mais atingem as mulheres e os homens, respectivamente.
Para mudar esse cenário, o Ministério da Saúde vem investindo em ações e programas na luta contra a doença. Uma delas é o programa de Mamografia Móvel que tem como objetivo ampliar ainda mais a assistência de prevenção e diagnóstico do câncer de mama no País. Os mamógrafos móveis conseguem alcançar mulheres de regiões mais carentes, por meio de unidades terrestres e fluviais, como carretas e barcos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca os avanços obtidos com o programa. “O principal dado que nós podemos mostrar é que o esforço do Ministério da Saúde buscando a cooperação com os estados e municípios, gerou um aumento de 41% no número de mamografias realizadas pelas mulheres brasileiras na faixa etária recomendada no primeiro semestre deste ano comparado com o primeiro semestre do ano passado. Nós estamos garantindo um avanço importante, mas nós precisamos avançar muito para reduzir a brutal desigualdade que existe ainda no acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer no Brasil”, diz.
Complementando as ações de combate ao câncer, a presidenta, Dilma Rousseff, sancionou na última sexta-feira (23) a lei que fixa o prazo de até 60 dias para o tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo vale a partir do diagnóstico da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, os estados deverão elaborar planos regionais para atender melhor a população.
Comemoração – Em alusão à data, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lança hoje as publicações “Magnitude do Câncer no Brasil: Incidência, Mortalidade e Tendência” e “Depoimentos para a História do Controle do Câncer no Brasil”.
A primeira publicação analisa as informações de 22 Registros de Câncer de Base Populacional e do Sistema de Informação de Mortalidade no Brasil, dando um panorama das variações de incidência e mortalidade dos tumores malignos com maior magnitude no País. A outra publicação é uma parceria entre INCA e Fiocruz, que mostra a evolução do controle do câncer, por meio da história das políticas públicas. O objetivo é ampliar o conhecimento da população sobre a doença.
O Portal EBC também vai abordar o tema em um bate-papo via hangout – ferramenta de videoconferência da rede social Google+. A partir das 19h o apresentador do programa Ser Saudável, da TV Brasil, o médico Enrique Barros, vai debater o combate ao câncer com especialistas da área.
Entenda o que é o Câncer - Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Essas células se dividem rapidamente e tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.
As causas de câncer são variadas. Podem ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas. As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.
Os tumores podem ter início em diferentes tipos de células. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominadas carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.
Tratamento – Existem várias modalidades de tratamentos que podem ser feitos para combater o câncer. A principal é a cirurgia, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença. Todas as modalidades de tratamento são oferecidas pelo SUS.
Prevenção - A prevenção do câncer nem sempre é possível, mas há fatores de risco que estão na origem de diferentes tipos de tumor. O principal é o tabagismo. O consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade também devem ser evitados para prevenir os tumores malignos. São raros os casos de câncer que se devem apenas a fatores hereditários.
Orientações aos pacientes e familiares – O diagnóstico de câncer traz muitas dúvidas e inseguranças para pacientes e familiares. O INCA criou várias publicações que trazem orientações sobre os tipos de tratamento (cirurgia, radioterapia, quimioterapia), como é o tratamento no INCA e características de cada unidade assistencial (HC I, HC II, HC III, HC IV e Centro de Transplante de Medula Óssea), nutrição, acompanhamento dos pacientes, visitas e direitos dos pacientes. Para ler mais sobre o assunto basta acessar www.inca.gov.br.

domingo, 18 de novembro de 2012

Diagnóstico precoce é fundamental para tratamento da embolia pulmonar




Histórico de câncer, tabagismo e muitas horas de voo sem mexer as pernas podem contribuir para o desenvolvimento de embolia pulmonar. De acordo com o pneumologista Fábio Munhoz, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde, a doença faz com que algum ramo das artérias do pulmão seja obstruído por um coágulo sanguíneo. “O paciente tem dificuldades de circulação sanguinea. Então este sangue não circula adequadamente e coagula. Este coágulo transita pela circulação e vai se alojar na artéria do pulmão, causando o que a gente chama de embolia pulmonar”, explica o médico.
Estes coágulos costumam se formar nos membros inferiores, como na perna ou na pélvis. Depois se soltam, comprometendo as trocas gasosas que acontecem no pulmão. “Situações em que a circulação fica muito prejudicada, como viagens aéreas por longos períodos, dificultam a circulação das veias das pernas e quadril, predispondo a formação de coágulos”, esclarece Fábio Munhoz.
Pacientes idosos, que de um modo geral têm o fluxo sanguíneo mais comprometido, também estão mais expostos, assim como os fumantes, que têm mais chances de apresentarem alteração vascular. O uso de anticoncepcional oral, que aumenta o risco de trombose profunda; hipertensão, diabetes e predisposição para coagulopatia também são fatores considerados.
Sintomas, diagnóstico e tratamento – O pneumologista Fábio Munhoz destaca os principais sintomas da embolia pulmonar: “Os mais comuns são falta de ar e dor no peito ou nas costas, com um início rápido e agudo. A dor é súbita e piora quando a pessoa respira fundo. Além disso, a pessoa pode ter a sensação do coração muito acelerado”.
O mais importante é o diagnóstico precoce, proporcionando a cura do problema sem nenhuma sequela. “O médico deve estar atento aos sintomas e aos fatores de risco. Ao relatar os sintomas o médico deve pedir uma tomografia de tórax ou uma radiografia”, explica o médico. O tratamento é feito basicamente com anticoagulantes.
Prevenção – Evitar embolia pulmonar é muito simples. A manutenção de hábitos de vida saudáveis com a prática de atividades físicas e evitar viagens muito longas sem se movimentar são atitudes que podem salvar sua vida.
Academia da Saúde – Esta é uma ação importante do Ministério da Saúde para a prevenção de doenças e promoção da saúde. Além de estimular a prática de atividades físicas, a população recebe também orientações dos profissionais na educação alimentar e nutricional.
O Programa Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividade física, oficinas de artes cênicas, dança, palestras e demais atividades que promovam modos de vida saudáveis. O objetivo é estimular a promoção da saúde bem como a prevenção e a redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).
Ilana Paiva / Blog da Saúde