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sábado, 11 de maio de 2013

Nova técnica da Fiocruz promete reduzir casos de dengue antes da Copa de 2014



Os casos de dengue podem ser reduzidos no Rio de Janeiro antes da Copa de 2014, graças a uma técnica que está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A expectativa é do biólogo Gabriel Sylvestre, coordenador da equipe de campo da pesquisa, que está sendo realizada em três bairros do Rio e um de Niterói.
A nova técnica faz parte do Projeto Eliminar a Dengue – Desafio Brasil e também é desenvolvida em outros quatro países: Austrália, China, Indonésia e Vietnã. Ela prevê a inoculação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que ao entrar no corpo do inseto bloqueia a replicação do vírus da dengue.
“A expectativa é que o processo ocorra muito rápido. Na Austrália [onde a pesquisa também ocorre], eles viram que em poucas semanas os mosquitos [com a bactéria] são capazes de se introduzirem nos lugares. Então a gente pode assumir que, em três ou quatro semanas, os mosquitos daquela localidade não vão transmitir a dengue. Mas como o Rio é uma cidade muito movimentada, é difícil afirmar que será um processo que terá proporção muito rápida em larga escala. A gente espera resultados específicos para cada localidade e que, a partir disso, poderemos ter reduções ao longo do tempo, na medida em que formos introduzindo os mosquitos”, disse Sylvestre.
O pesquisador disse que a nova técnica se mostra eficiente contra as quatro cepas da dengue, conhecidas como dengue tipo 1, 2, 3 e 4.
“A bactéria bloqueia a replicação do vírus. Quando o mosquito que tem esta bactéria suga o sangue de alguém com dengue, o vírus entra no corpo do inseto mas não consegue se reproduzir e morre”, explicou o biólogo, que é mestre em biologia parasitária pela Fiocruz.
No momento, a pesquisa está na fase de coleta de mosquitos, por meio de armadilhas espalhadas em casas de moradores voluntários. No ano que vem, os mosquitos infectados com a Wolbachia começarão a ser soltos nos bairros onde a pesquisa ocorre, com a expectativa de que logo contaminem, através da reprodução, os demais mosquitos da espécie. Segundo Sylvestre, a pesquisa está sendo feita apenas com o Aedes aegypti, pois o outro mosquito que também transmite a dengue, o Aedes albopictus, não é considerado vetor da doença no Brasil.
 Fonte:Agência Brasil - Beto Coura

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dengue recua, mas prevenção deve ser mantida todo o ano



A redução ocorreu em todas as regiões neste mês de abril. Apesar da queda, o Ministério da Saúde alerta que o combate à dengue deve ter ações permanentes durante o ano inteiro
Nas três primeiras semanas de abril, os casos de dengue começaram a diminuir em todas as regiões do país em comparação com o mesmo período do mês de março.  Neste ano, o  pico da transmissão da dengue ocorreu na primeira semana de março, quando foram registrados 84.122 casos da doença. A partir deste período, houve uma redução progressiva da doença, com o registro de 35.351 casos na segunda semana de abril, o que representa uma redução de 58%. Essa tendência é observada em todas as regiões que tiveram transmissão intensa da dengue durante o ano. No Centro-Oeste, que tem a sazonalidade antecipada, o pico da transmissão ocorreu antes, na última semana de  janeiro. Os dados constam no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualizado até o dia 20 de abril.  
“Neste ano tivemos uma intensa transmissão da dengue, principalmente no Sudeste e Centro-Oeste. Em todo o país, foi registrado um aumento aumento de 189% em relação ao ano passado”, explica o Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.  Ele ressalta que  as causas deste aumento são diversas, desde a circulação de um novo subtipo do vírus - o DENV 4 – como a paralisação das ações de combate ao mosquito depois das eleições, em alguns municípios. “Estas condições favoreceram uma forte transmissão da dengue desde o final de 2012”, observou.
Apesar da tendência de queda em todo o país, o Ministério da Saúde alerta que o combate à dengue deve ter ações permanentes em todos os municípios. “Não podemos relaxar no combate ao mosquito. A prevenção precisa ser mantida durante todo o ano” , recomendou o secretário.  Segundo ele, é importante que a população continue verificando o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso  que possam acumular água e virar criadouros do mosquito. Além disso, é essencial cobrar o mesmo cuidado do gestor local com os ambientes públicos, como o recolhimento regular de lixo nas vias, a limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias.
Aos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação é que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo. É fundamental não tomar remédio por conta própria - pois isso pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico - devendo ainda estar alerta para sinais de agravamento, como vômitos e dores abdominais.
UFMarçoAbril% Variação
SE 10SE11SE 12TotalSE 14SE 15SE 16Total
Norte3.2093.0982.8809.1872.0571.5769784.611-50
RO6196176331.869350341306997-47
AC241253292786198933294-63
AM1.0741.0039313.00854222814784-74
RR3647461294638892-29
PA5054272691.20121314444401-67
AP4039281071--1-99
TO6947126812.0877077326032.042-2
Nordeste5.6784.9873.82714.4922.8472.3477845.978-59
MA1418973303857235192-37
PI14213517545215911548322-29
CE7846936122.0899108763832.1694
RN1911216137310--10-97
PB225276261762299452-751-1
PE149176181506161190115466-8
AL172177224573195142-337-41
SE2212245843501310683
BA3.8523.3082.2169.3769854501901.625-83
Sudeste51.51352.75339.604143.87024.06017.0827.63048.772-66
MG22.79427.25327.61277.65916.42211.1814.47132.074-59
ES4.2944.6004.04012.9343.7413.4792.6609.880-24
RJ8.4396.2194.08418.7423.8792.4044876.770-64
SP15.98614.6813.86834.53518181248-100
Sul5.9006.6956.95219.5476.8455.8412.15014.836-24
PR5.8256.6176.87019.3126.7295.7462.08314.558-25
SC23213074155-20-73
RS525752161101906725860
Centro­Oeste17.82216.33215.00649.16010.8348.5052.50021.839-56
MS5.7945.0684.50315.3653.2422.7002.1328.074-47
MT1.8331.7471.3444.9246785522531.483-70
GO9.7768.9758.53927.2906.1934.598-10.791-60
DF4195426201.5817216551151.491-6
Total84.12283.86568.269236.25646.64335.35114.04296.036-59

Fonte: Kattiúscia Alves, da Agência Saúde/MS

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Idosos apresentam 12 vezes mais risco de morrer por dengue



Do total de óbitos neste ano, 42% foram de pessoas acima de 60 anos. Idosos devem procurar os serviços de saúde nos primeiros sintomas da doença
Pessoas com idade acima de 60 anos têm 12 vezes mais risco de morrer por dengue do que as de outras faixas etárias. Do total de óbitos registrados nos primeiros três meses deste ano (132), 42% foram de integrantes deste grupo, segundo levantamento do Ministério da Saúde.  Devido a esta vulnerabilidade, o Ministério da Saúde alerta aos idosos a procurarem os serviços de saúde assim que surgirem os primeiros sinais da doença.
“As causas desta condição de risco não estão completamente esclarecidas, mas podem estar relacionadas com a maior prevalência, nesta faixa etária, de doenças crônicas, como cardíacas, diabetes, entre outras”, observa o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Os sintomas mais comuns da dengue são febre, dor de cabeça - algumas vezes mais localizada no fundo dos olhos - e dores nas articulações. “Se a pessoa com a doença apresentar dores abdominais e vômitos persistentes, deve buscar imediatamente um serviço de saúde porque estes são sinais de agravamento. Também é fundamental não tomar remédio que tenha em sua composição o Ácido Acetil Salicílico (AAS, aspirina e outros) e se hidratar com água, sucos e água de coco”, aconselha Jarbas Barbosa.
VIDEOCONFERÊNCIA -Estas recomendações foram reforçadas pelo secretário durante videoconferência realizada nesta terça-feira (9), em Brasília, com representantes das secretarias estaduais das Regiões Nordeste e Sudeste, além do Paraná e Distrito Federal. Também participaram representantes das secretarias municipais de saúde de Maceió, São Luís, João Pessoa e Sergipe.
Durante o evento, o secretário Jarbas também alertou as autoridades para a necessidade de monitoramento da situação epidemiológica e reforço da preparação dos serviços de saúde, inclusive dos pequenos municípios, para evitar os casos graves e os óbitos, com a utilização do protocolo de tratamento elaborado pelo Ministério da Saúde.
Além disso, foi enfatizada a necessidade de que as secretarias estaduais também reforcem, junto aos prefeitos, a necessidade de intensificar as ações de mobilização comunitária visando à eliminação dos focos intradomiciliares; o trabalho dos agentes municipais de controle de endemias e, ainda, as ações de limpeza urbana e de fiscalização de borracharias, ferros-velhos e outros locais com possibilidade multiplicação dos criadouros do mosquito transmissor da doença.
Segundo o secretário, o trabalho dos prefeitos de execução das ações de combate à dengue, é fundamental para se evitar as epidemias, os casos graves e os óbitos. “A combinação do trabalho preventivo de cada família com as ações do Poder Público, é capaz de reduzir a população do Aedes aegypti. As pessoas devem redobrar os cuidados em suas casas, verificando a caixa d´água, vasilhames para o armazenamento de água, calhas, lixo e outros recipientes que acumulam água, como pratos de vasos para plantas, entre outros”, afirmou o secretário. 
MAPA DA DOENÇA: Nos três primeiros meses deste ano, 11 estados brasileiros apresentaram alta incidência de dengue e concentraram 74,5% dos casos notificados ao Ministério da Saúde.  De 1º de janeiro a 30 de março, os estados de Rondônia,Acre, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiásregistraram índices que vão de 304.9 até 3.105 casos por 100 mil habitantes (veja tabela 1). O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é de 368.2 casos/100 mil habitantes.
Em números absolutos, os 11 estados registraram 532.107 casos suspeitos, o equivalente a 74,5% do total das notificações em todo o país, ou seja, 714.226. Do total de casos suspeitos notificados neste ano, 83.768 já foram descartados.  Vale destacar que as notificações em 2013 ainda são consideradas suspeitas, podendo ser descartados ou confirmados após a investigação pelas secretarias municipais de saúde. No ano passado, no mesmo período (1º de janeiro a 30 de março), foram 190.294 notificações.  Em 2011, os casos notificados foram 344.715 e, em 2010, de 501.806.
Embora o Brasil contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada redução de 5% dos casos graves, se comparado ao mesmo período de 2012 (veja tabela 2) No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já no mesmo período de 2011, a redução foi 74% (5.361) e, em comparação com 2010, foi de 82% (7.804).   Com relação aos óbitos, foram confirmados 132 (entre 1º de janeiro a 30 de março) de 2013. Em 2012, foram 117 óbitos; 236 (2011) e 306 (2010), no mesmo período.
INVESTIMENTOS - Nos últimos anos, o Ministério da Saúde destinou aos estados e municípios, de forma permanente, recursos para o financiamento das ações de vigilância, o que inclui o controle da dengue: R$ 1,05 bilhão em 2010; R$ 1,34 bilhão em 2011; e R$ 1,73 bilhão em 2012. Além disso, todos os municípios receberam adicional de R$ 173,3 milhões, efetuado em dezembro de 2012, para ações de qualificação das atividades de prevenção e controle da dengue, visando prevenir a intensificação da transmissão que sempre ocorre no verão. Em 2011, foram R$ 92,8 milhões para 1.159 municípios.
O Ministério da Saúde também desenvolveu outras ações - como o aprimoramento da capacidade de alerta e resposta à dengue, por meio dos sistemas de vigilância e monitoramento dos municípios para detecção precoce de surtos - revisão e atualização dos planos de contingência e compra de estoque estratégico para apoio ao atendimento às vitimas nos estados e municípios. Foram enviados aos estados e municípios 240 mil frascos de soro fisiológico, 300 mil envelopes de sais de reidratação oral, 30 mil frascos de do medicamento Paracetamol gotas e 487.500 em comprimidos. Também foram adquiridos e distribuídos aos gestores locais estoque estratégico de inseticidas e larvicidas para controle do mosquito transmissor: 2.500 toneladas de larvicidas, 350 mil litros de inseticidas, 60 mil litros de solventes de inseticidas.
Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde lançou campanha de mobilização contra a dengue e intensificou a sua divulgação durante todo o período de maior ocorrência da dengue em 2013. Também foi oferecido aos profissionais de saúde ensino a distância em manejo clínico do paciente com dengue, por intermédio de curso promovido pela UNASUS, conhecido como Dengue em 15 minutos. Além disso, as secretarias de Atenção à Saúde e de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, vem prestando assistência técnica para organização da rede de serviços de saúde ao atendimento dos pacientes com a doença e apoio às atividades de prevenção e investigação dos óbitos suspeitos de dengue.
Comparativo de casos notificados de dengue 2012 e 2013 por UF 
 
UFSemanas 1 a 13Incidência
2012201320122013
Norte20.63542.605126.2260.6
RO1.0408.57165.4539.1
AC1.0975.148144.6678.5
AM2.58310.95071.9304.9
RR520421110.889.7
PA9.1437.357116.994.1
AP12750018.271.6
TO6.1259.658432.0681.2
Nordeste67.62247.255125.487.7
MA2.6411.22039.318.2
PI2.7921.30288.341.2
CE9.4157.034109.481.7
RN7.0952.106219.865.2
PB1.0872.28628.559.9
PE17.4511.641195.418.4
AL6.6891.375211.343.4
SE1.82439286.418.6
BA18.62829.899131.4210.9
Sudeste78.906376.99996.7462.2
MG8.698152.23043.8766.7
ES2.79033.50178.0936.3
RJ56.42669.258347.6426.7
SP10.992122.01026.2291.2
Sul1.62256.8665.8205.1
PR1.48655.35314.0523.3
SC513640.85.7
RS851.1490.810.7
Centro­Oeste21.509190.501149.11320.7
MS2.00977.78280.23105.0
MT11.22525.525360.3819.3
GO7.73884.131125.71366.9
DF5373.06320.3115.6
Total190.294714.22698.1368.2

Comparativo de casos graves e óbitos por dengue 2012 e 2013 por UF
 
País/Região/UFSemana epidemiológica 1 a 13
Casos GravesÓbitos
2012201320122013
ConfirmadosConfirmadosConfirmadosConfirmados
Rondônia81721
Acre2000
Amazonas84626
Roraima0000
Pará542138
Amapá2000
Tocantins18520
Norte9289915
Maranhão20652
Piauí17830
Ceará517150
Rio Grande do Norte102851
Paraíba251112
Pernambuco1014123
Alagoas34400
Sergipe23110
Bahia12432116
Nordeste497815314
Minas Gerais3884524
Espírito Santo13333216
Rio de Janeiro306164197
São Paulo41971013
Sudeste5186773550
Paraná588014
Santa Catarina0000
Rio Grande do Sul0000
Sul588014
Mato Grosso do Sul2398122
Mato Grosso924839
Goíás259334167
Distrito Federal2201
Centro-Oeste3764822039
Brasil1.4881.417117132

Por Valéria Amaral, da Agência Saúde - Ascom/MS
61) 3315-6258 / 3580

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Combate à dengue: Prefeitura supera meta de 7 milhões de inspeções na cidade

Foto: blog CAP 1.0
 A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil superou a meta de inspeções estabelecidas para o ano de 2012, de 7 milhões de visitas. Ao todo, os agentes de vigilância em saúde vistoriaram mais de 7,6 milhões de imóveis. Além disso, cerca de 1,2 milhões de depósitos foram eliminados e aproximadamente 4 milhões foram tratados. 

A SMSDC também utilizou 34 mil tampas de caixas d'água e mais de 15 mil amostras de larvas de mosquitos foram coletadas. A equipe de profissionais ganhou um reforço de 1.598 agentes, com atuação voltada para a prevenção, de forma regionalizada. A SMSDC realizou ainda mutirões de combate à dengue, nos quais 82 toneladas de lixo foram retiradas de comunidades.
Fonte: Diário Oficial