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domingo, 23 de junho de 2013

Quase quatro em cada dez assassinatos de mulheres são cometidos pelo marido

Dado faz parte de levantamento feito pela OMS, que considera violência contra as mulheres um problema de saúde pública com proporções epidêmicas

Quase quatro em cada dez (38,6%) mulheres assassinadas no mundo foram mortas por seus maridos ou namorados, revelou um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre violência contra pessoas do sexo feminino. Por outro lado, esposas e namoradas são responsáveis por "somente" 6,3% dos assassinatos a homens.
A taxa de homicídios de mulheres cometidos por seus parceiros varia de acordo com o país. A taxa mais elevada é observada em países asiáticos, onde quase 60% dos assassinatos a mulheres são cometidos pelos maridos ou namorados. A região com a menor porcentagem é da mediterrânea (14,4%).
O trabalho da OMS também mostrou que mais de um terço de todas as mulheres do mundo é vítima de violência física ou sexual, e na maioria das vezes o abuso acontece por parte de seu marido ou namorado. 
Diante desses números, a organização afirmou que o quadro representa um problema de saúde global com proporções epidêmicas. De acordo com a OMS, problemas de saúde comuns decorrentes desses abusos incluem ossos quebrados, contusões, complicações na gravidez, depressão e outros transtornos mentais.
Estatística — A pesquisa da OMS, divulgada nesta quinta-feira (20), foi feita em parceria com a Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres e com o Conselho Sul-africano de Pesquisa Médica. Os autores do estudo procuraram por todos os estudos sobre o assunto publicados nos últimos 20 anos e analisaram dados estatísticos de 169 países. Para chegar aos resultados finais, a equipe considerou 118 pesquisas que envolveram, ao todo, quase 500.000 pessoas.
"Nossos resultados sublinham que as mulheres são desproporcionalmente mais vulneráveis do que os homens a sofrerem violência e assassinato cometidos pelo próprio parceiro, e suas necessidades foram negligenciadas por muito tempo", diz Heidi Stöckl, pesquisadora da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Em um comentário anexado ao estudo, Rosana Norman, pesquisadora do Instituto Infantil de Pesquisa Médica Queensland, Austrália, disse que esses resultados "têm implicações importantes para esforços em prevenir homicídios cometidos por parceiros íntimos e a necessidade de futuras pesquisas."
Fonte: Veja On-line

quarta-feira, 13 de março de 2013

Vítimas de agressão física e sexual receberão tratamento diferenciado



Vítimas de agressão física e sexual terão tratamento diferenciado em hospitais da rede estadual, com direito a acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e a apoio psicológico. O primeiro hospital a iniciar esse tratamento será o Albert Schwitzer, em Realengo, na zona oeste da cidade. A medida foi tomada após a notificação, apenas em unidades estaduais, de mais de 1.500 casos de violência doméstica no Rio de Janeiro em 2012.
Os coordenadores das unidades de saúde estão participando de oficinas de capacitação desde setembro do ano passado, orientados pela equipe de humanização e área técnica de violência da Secretaria Estadual de Saúde. Os hospitais iniciarão o tratamento nos próximos meses.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde esclareceu que o “objetivo do novo tratamento é oferecer um acolhimento diferenciado às vitimas de violência física e sexual, em especial crianças e mulheres, com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar capacitada especialmente para isso, incluindo o apoio psicológico aos pacientes e parentes. O trabalho também visa a incentivar a realização de notificações de suspeita de violência pelos profissionais de saúde aos órgãos competentes”.
Os hospitais que fazem parte do projeto são: Hospital da mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, Hospital da Mãe, em Mesquita, Hospital Estadual Albert Schweitzer e Hospital Estadual Rocha Faria, na zona oeste, Hospital Estadual Getulio Vargas e Hospital Estadual da Criança, na zona norte, Hospital Estadual Azevedo Lima e Hospital Estadual Alberto Torres, na região metropolitana, e Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, na Baixada Fluminense.

FONTE: Agência Brasil