http://www.facebook.com/profile.php?id=100002596731675&ref=tn_tnmn

ESF POP RUA
Mostrando postagens com marcador Organização das Nações Unidas ONU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Organização das Nações Unidas ONU. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ONU alerta para aumento alarmante de novas substâncias psicoativas

Foto de Leon Neal/AFP/File
Seus efeitos colaterais e seu potencial de vício continuam sendo pouco conhecidos

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) manifestou nesta quarta-feira (26) preocupação com o aumento de quase 50% das "novas substâncias psicoativas" (NSP) em dois anos e meio, enquanto o consumo global das drogas tradicionais permanece estável.
O UNODC destaca no relatório anual sobre drogas apresentado em Viena que atualmente são as novas substâncias psicoativas que representam desafios
— Vendidas como 'euforizantes legais' e 'drogas sintéticas', as NSP proliferam a um ritmo sem precedentes e representam desafios inéditos de saúde pública.
Entre o final de 2009 e meados de 2012, o número passou de 166 a 251, superando pela primeira vez a quantidade de substâncias sob controle internacional (234), segundo o UNODC.
Na Europa, onde o número de NSP passou de 14 em 2005 a 236 em 2012, quase 75% do consumo se concentra em cinco grandes países: Reino Unido, Polônia, França, Alemanha e Espanha.
Em todo o mundo, a maconha continua sendo a droga ilegal mais consumida, com 180 milhões de usuários, segundo as estimativas mais recentes do UNODC. O dado corresponde a 3,9% da população com idade entre 15 e 64 anos.
— A África parece ganhar importância como itinerário do tráfico marítimo.
O UNODC também ressaltou um percurso cada vez mais utilizado para alimentar os mercados de consumo, que parte do sul do Afeganistão para chegar aos portos do Irã ou Paquistão, antes de alcançar o leste ou o oeste da África e finalmente satisfazer a demanda dos mercados.
O Afeganistão, que em 2012 foi responsável por 74% da produção mundial ilegal de ópio, permanece como o principal produtor da substância.
Potencialmente muito mais perigosas que as drogas tradicionais, as NSP podem induzir ao erro os jovens consumidores, com nomes como "especia", "miau-miau" ou "sais de banho", "fazendo com que acreditem que se entregam a um prazer sem risco", completou a ONU.
Seus efeitos nefastos e seu potencial de vício continuam sendo no momento pouco conhecidos, enquanto os criminosos se aproveitam das fragilidades da aplicação da lei para criar um mercado muito lucrativo, destaca o UNODC.
O consumo de NSP está em alta na União Europeia (5% dos jovens de 18 a 24 anos já consumiram), enquanto nos últimos anos o consumo de maconha registrou queda e o de outras drogas permaneceu estável.
Nos Estados Unidos, as NSP são as drogas mais consumidas entre os estudantes e estão presentes na Ásia e África.
Mais de 60% dos países mencionados no relatório de 2012 do UNODC indicaram que "o uso desviado de sedativos e tranquilizantes" está entre os três tipos de substancias mais consumidas.
O Escritório destaca ainda que o "continente africano é cada vez mais importante e vulnerável no que diz respeito à proliferação dos itinerários do tráfico".
Uma nova rota terrestre de tráfico de heroína teria sido criada do Irã e Paquistão ao Oriente Médio, caminho adicional à tradicional rota dos Bálcãs na Europa.
Fonte: AFPCopyright AFP

domingo, 14 de abril de 2013

ONU inicia contagem para o fim do prazo de cumprimento dos objetivos do milênio


 O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tem feito apelos aos países-membros, para que todos se esforcem para atingir os ODMs, no prazo


A Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou a contagem regressiva de mil dias para o fim do prazo de 15 anos, para atender aos chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tem feito apelos aos países-membros, para que todos se esforcem para atingir os ODMs, no prazo.
Como parte da campanha, funcionários da ONU postaram cerca de 40 mil mensagens na rede social Twitter e por correio eletrônico reforçando o apelo. A estimativa é que os textos alcançaram 26 milhões de receptores no mundo todo.
Em 2000, as Nações Unidas convocaram a Cúpula do Milênio que estipulou oito metas para melhorar a qualidade de vida e as referências sociais no mundo, principalmente nos países mais pobres e em desenvolvimento.
Os três primeiros objetivos se destinam são reduzir pela metade a pobreza extrema e a fome, alcançar educação primária universal e conquistar a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres. Os demais se referem a diminuir a mortalidade infantil em dois terços, melhorar a saúde materna e combater a aids, a malária e outras doenças.
Também são previstas metas para a proteção ambiental e promoção de uma parceria global para o desenvolvimento. A contagem regressiva da ONU ocorre momento em que existem cerca de 400 milhões de pessoas na pobreza extrema e uma criança morre a cada quatro segundos de causas que pode ser evitadas. Os dados mostram ainda que mais de 900 milhões de pessoas sofrem de fome crônica.
Os ODM no Brasil
Segundo informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil tem colhido bons resultados. A meta de reduzir a porcentagem da população brasileira abaixo da linha de pobreza – aqueles cidadãos que vivem com menos de 1,25 dólares por dia – para 12,3% foi alcançada com êxito: hoje, são 4,3% dos brasileiros que ainda se encontram nesta situação.
Na educação, o aumento significativo de matrículas na rede básica de educação e a equiparação no número de meninos e meninas matriculados também são pontos de destaque nos compromissos assumidos pelo país.
Já as taxas de indivíduos com o vírus HIV estão estabilizadas, e em 2011 o Brasil atingiu outra meta: a de reduzir em dois terços a mortalidade infantil, chegando a uma média de 15,7 óbitos a cada 1000 nascimentos.
Além disso, o Brasil avançou nas metas de parcerias mundiais para o desenvolvimento, muito em virtude do importante papel que ocupa nas relações de cooperação sul-sul. O compartilhamento de experiências em saúde, agricultura e segurança alimentar com outros países em desenvolvimento é um exemplo concreto desta atuação.
Das metas delineadas no compromisso, ainda há grandes demandas a serem trabalhadas no país. As principais são a desigualdade racial no acesso à educação, a saúde materna, a reversão da perda de recursos ambientais e a intensificação do desenvolvimento sustentável. Devido à grande dimensão e heterogeneidade do país, há também uma disparidade grande no cumprimento das metas definidas pelos ODM.
FONTE: Panorama Brasil


domingo, 24 de março de 2013

Brasil é exemplo de combate ao trabalho infantil



 A experiência brasileira na implementação de políticas de promoção do trabalho decente pode ajudar outros países em desenvolvimento a alavancar o combate ao trabalho infantil. A avaliação é da coordenadora do Programa de Cooperação Sul-Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernanda Barreto. Ela acredita que o compartilhamento de práticas entre países que vivem realidades semelhantes garante uma “resposta mais efetiva”.
A coordenadora da OIT lembrou que a erradicação da exploração da mão de obra de crianças e adolescentes é uma preocupação mundial, principalmente porque o ritmo de queda vem diminuindo em diversos países. O assunto será tema de uma conferência global que o Brasil sediará em outubro deste ano. A organização pretende lançar, durante o evento, a sistematização das boas práticas brasileiras nessa área.
“Quando um país como o Brasil apresenta a nações com características parecidas uma iniciativa que ele implementou, e tem dado resultados, a aceitação é muito positiva, porque não é uma troca de cima para baixo. Não é uma instituição dizendo que aquilo dá certo, mas um compartilhamento de igual para igual”, disse.
Fernanda Barreto ressaltou o protagonismo brasileiro na promoção do trabalho decente e enfatizou que as políticas de transferência de renda condicionadas à frequência escolar são exemplos de medidas que despertam o interesse de muitos países.
“A erradicação da pobreza contribui em grande medida para a redução da exploração da mão de obra infantil. Além disso, o Brasil adota um modelo de inspeção do trabalho infantil e do trabalho forçado que tem dado resultados excepcionais e contribuído para combater esses tipos de atividade”, disse.
Ela ressaltou que a OIT promoveu quatro visitas de intercâmbio por meio do Programa de Cooperação Sul-Sul, desde 2010. Representantes do Equador, da Bolívia e do Paraguai estiveram no Brasil para conhecer iniciativas como o Bolsa Família, os programas de capacitação de adolescentes com idades entre 14 e 16 anos, além da atividade dos auditores e auditoras fiscais do trabalho, que inspecionam irregularidades em empresas, inclusive as relacionadas à segurança e à saúde no trabalho.
Também foram apresentadas aos representantes desses países estratégias no campo da saúde, como a notificação compulsória por profissionais da área quando veriricam indícios de trabalho infantil durante atendimento.
Fernanda Barreto ressaltou que a parceria entre o Brasil e a OIT no âmbito Sul-Sul foi consolidada em 2009, com a assinatura de um acordo para o desenvolvimento de projetos de cooperação técnica com países da América Latina e da África.
Além dos programas para eliminação do trabalho infantil, implementados em países como Equador, Bolívia, Paraguai, Timor Leste, Angola, Moçambique e Haiti, há ações nas áreas de promoção da proteção social, erradicação do trabalho forçado, promoção dos empregos verdes e fortalecimento de organizações sindicais em países africanos de língua portuguesa.
De acordo com a OIT, trabalho infantil é toda forma de trabalho exercida por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima legal permitida, conforme a legislação de cada país. A Constituição Brasileira estabelece que, até 16 anos incompletos, meninos e meninas estão proibidos de trabalhar. A única exceção à proibição é o trabalho na condição de aprendiz, permitido a partir dos 14 anos, para tipos de atividades que apresentem os requisitos legais para a aprendizagem profissional.
A OIT estima que 215 milhões de crianças em todo o mundo são vítimas desse tipo de exploração. Entre 2000 e 2004 houve uma diminuição de 10% no número de crianças e adolescentes envolvidas no trabalho infantil. Entre 2004 e 2008, o percentual caiu para 3%, mesmo índice apresentado pelo Brasil no período. A organização também estima que 1,4 milhão de crianças e adolescentes com idades entre 5 e 14 anos trabalham no país.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu como meta a eliminação das piores formas de trabalho infantil até 2016 e de todas as formas até 2020.
Agência Brasil