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quinta-feira, 18 de julho de 2013

5 problemas de saúde que podem começar pela boca

Ao falar de saúde bucal, automaticamente vem à cabeça cárie, gengivite, mau hálito. Mas a lista de doenças ligadas à boca vai muito além disso, afeta, inclusive, outras partes do corpo. Doenças cardiovasculares; partos prematuros e nascimentos de baixo peso; descontrole da diabete, são algumas das enfermidades que podem ser associadas à saúde bucal já estudadas por pesquisadores.
Diabetes
Diabéticos podem apresentar, entre outros sinais, hálito de "acetona", inflamações das gengivas e perda óssea ao redor dos dentes, feridas bucais e boca seca. Falando em números, os portadores da doença têm, aproximadamente, quatro vezes mais chances de ter inflamações das gengivas e perdas do suporte ósseo dos dentes.  

O agravamento desses quadros também pode se relacionar com complicações da diabetes. É uma via de mão dupla em que uma doença pode afetar o curso da outra, ou seja, a diabetes dificulta o tratamento das doenças periodontais que, por sua vez, agravam a diabetes. “Prevenir, especialmente as infecções de boca, é o melhor remédio”, diz o cirurgião-dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).  
 
A boa notícia é que é possível restabelecer a saúde bucal depois que as doenças periodontais se instalam. O primeiro passo é se informar sobre a diabetes e, principalmente, como controlá-la. Em seguida, fazer um tratamento bucal sério, além de ter cuidado diário com a boca, conforme a instrução do dentista. “Pacientes com bons hábitos de higiene bucal, visitas regulares ao dentista e providos de cuidados no controle do diabete podem ter vida normal e reabilitar-se em termos de qualidade de vida”, afirma o especialista. 

Doenças do coração
Um estudo realizado pela Unicamp com 180 pacientes cardíacos constatou que as pessoas com cardiopatia tinham de duas a três vezes mais problemas periodontais do que o grupo que não tinha doença coronariana. Os pesquisadores analisaram fragmentos arteriais desses pacientes e fizeram a detecção do DNA bacteriano. “Quase 60% dos nossos pacientes tinham a bactéria bucal nas artérias coronárias”, diz o periodontista Fernando José de Oliveira, autor da pesquisa.
 
O que ocorre é que o ferimento na gengiva causado pela periodontite é a porta de entrada para a bactéria cair na corrente sanguínea. Quando isso acontece há o risco de parar no coração, o que provoca inflamação nas artérias. Esse processo pode aumentar, inclusive, os níveis de colesterol de um indivíduo. 
 
Segundo o cardiologista e nutrólogo do HCor, Daniel Magnoni, existe um trabalho amplo de conscientização da relação entre higiene bucal e doenças do coração. “No Instituto Dante Pazzanese, o ambulatório de saúde bucal é muito ativo, com campanhas de conscientização e educação em higiene bucal”, diz.

Impotência
Um estudo feito pela Universidade Inonu, na Turquia, concluiu que pessoas com gengivas inflamadas são três vezes mais propensas a ter problemas de ereção. Participaram da pesquisa 80 homens com disfunção erétil, entre 30 e 40 anos, e 82 homens sem problemas de impotência. No grupo dos que tinham a disfunção, 53% apresentavam gengivas inflamadas, contra 23% no grupo de controle.

A explicação para isso ocorrer é parecida com a endocardite – as bactérias que ficam na boca podem entrar na corrente sanguínea pela gengiva. Esses micro-organismos criam placas nos vasos sanguíneos, entupindo-os. Assim, a ereção fica mais difícil. Adicionalmente, a periodontite também bloqueia uma enzima chamada eNOS, que ajuda os homens a conseguir uma ereção.
 
Segundo o médico Geraldo Eduardo Faria, chefe do departamento de Sexualidade Humana da Sociedade Brasileira de Urologia, estudos mostram que metade dos homens na faixa etária entre 40 e 70 anos sofrem de algum grau de disfunção erétil que é classificada em leve, moderada ou severa. “O estudo MMAS realizado nos Estados Unidos mostrou uma incidência de 52%, sendo que a ocorrência aumenta com a idade e também está relacionada a fatores de risco”, diz. 
  
HPV
Segundo uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da USP com 1.475 pacientes, 72% dos casos de câncer de cabeça e pescoço apresentou o vírus HPV do tipo 16 - o mais relacionado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço. 
Nas avaliações mais antiga, feitas entre os anos 1998 e 2003, o índice encontrado foi de 55%, um aumento de 17 pontos porcentuais.
 
“Em um trabalho científico realizado na Unifesp, em que estudamos 50 casos de câncer de boca, indicou a presença de HPV em 74% dos casos”, diz o doutor Artur Cerri, coordenador da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas). “É fundamental que a prevenção do câncer de boca passe pela prevenção do HPV oral.
 
Parto Prematuro
A doença periodontal pode trazer inúmeros malefícios tanto à gestante, pelo desconforto e dor típicos desta alteração, quanto ao feto em formação. Há fortes evidências de que mães com doença periodontal têm mais chance de ter filhos prematuros (abaixo de 37 semanas de gestação) e com baixo peso (inferior a 2500 g). 

“Os pesquisadores acreditam que os estímulos inflamatórios podem induzir uma hiperirritabilidade da musculatura lisa uterina, provocando contração do útero e dilatação cervical, atuando como gatilho para o parto prematuro”, diz a dentista Rosana de Fátima Possobon, professora da Faculdade de Odontologia da Unicamp.
Ao avaliar saliva e gengiva de mais de 300 grávidas e comparar com os dados de seus partos, pesquisadores da Universidade de Nova York verificaram que quanto maior a incidência da bactéria actinomyces, principalmente no terceiro trimestre da gestação, maior o risco. Ou seja, para um aumento de 10 vezes na presença da bactéria, notou-se uma redução de até 60 gramas no peso do bebê e antecipação de até dois dias no parto.
Fonte: SaúdeTerra.com.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

EUA publicam sua primeira diretriz para tratamento do diabetes infantil

Recomendações da Academia Americana de Pediatria orientam sobre o tratamento do diabetes tipo 2 em adolescentes

Diabetes: pesquisadores estão desenvolvendo um novo tratamento à base de células-tronco do útero
Diabetes infantil: recomendações da Academia Americana de Pediatria são dirigidas a crianças de 10 a 18 anos com a doença (Thinkstock)
 
A primeira diretriz americana com orientações para o tratamento do diabetes em crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos foi publicada nesta segunda-feira pela Academia Americana de Pediatria, em seu periódico Pediatrics. Em suas orientações inéditas, o órgão americano enfoca principalmente o tratamento do diabetes tipo 2 — variação da doença mais comum em adultos, mas que é cada vez mais diagnosticada em crianças em função da epidemia de obesidade.

Saiba mais

DIABETES TIPO 1
Neste tipo da doença, a produção de insulina no pâncreas é insuficiente . Os pacientes precisam de doses extras diárias (injeções) de insulina para conseguir manter a glicose em níveis normais. A doença é mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos. A doença tem etiologia multifatorial: ela pode ser desencadeada por infecções virais e aumento de peso, por exemplo.


DIABETES TIPO 2
No tipo 2 da doença, a insulina continua a ser produzida normalmente, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio. Essa resistência é causada por uma mistura de fatores genéticos e pelo estilo de vida: 80% a 90% das pessoas que têm o tipo 2 da diabetes são obesas. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o aumento desse tipo da doença em crianças pode se tornar um sério problema de saúde pública.


Formulada em uma parceria com a Academia Americana de Diabetes, a Sociedade de Endocrinologia Pediátrica, a Academia Americana de Médicos de Família e a Academia de Nutrição e Dieta, a diretriz recomenda que, em primeira instância, o médico tente discriminar qual o tipo de diabetes a criança tem. A preocupação, aparentemente óbvia, fundamenta-se no fato de que a variação do diabetes que é mais frequente em crianças é o tipo 1. Nesse caso, a criança precisa de aplicações rotineiras de insulina, já que seu pâncreas não consegue produzir o hormônio o suficiente. Sua causa não tem uma relação tão próxima ao estilo de vida da pessoa — como obesidade e sedentarismo.

Os casos do diabetes tipo 2 em crianças, no entanto, vêm crescendo em taxas altas nos últimos anos. Assim, os médicos precisam estar atentos para a possibilidade de que a criança tenha desenvolvido essa variante da doença. De acordo com as novas orientações, para esse paciente, o tratamento deve ser feito com mudanças no estilo de vida: inclusão de atividades físicas (no mínimo 60 minutos por dia) na rotina e reeducação alimentar. Há ainda orientações para o uso do tratamento medicamentoso com metformina, remédio que reduz a produção de glicose pelo fígado.

O uso de aparelhos para monitoramento da glicose é sugerido para crianças que estejam em risco de hipoglicemia, mudando o tipo de tratamento, não estejam respondendo à terapia ou tenha doenças intercorrentes. A diretriz recomenda ainda o tempo que a criança passe em frente à TV seja de, no máximo, duas horas por dia.

FONTE: VEJA ONLINE

domingo, 27 de janeiro de 2013

MS anuncia produção de insulina no Brasil

  DIABETES

Previsão é que em três anos país passe a fabricar medicamento em escala industrial. Medida contribuirá para a ampliação da assistência a 7,6 milhões de diabéticos, dos quais 900 mil dependem exclusivamente do SUS

 A partir deste ano, o Brasil inicia as atividades de produção de cristais de insulina – princípio ativo deste medicamento, utilizado no tratamento de diabetes – por meio do Laboratório Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz. Este acordo também amplia a oferta de insulina aos pacientes assistidos pelo SUS, o Ministério da Saúde adquiriu mais 3,5 milhões de frascos do medicamento, quantitativo que será entregue ao país no próximo mês de abril e poderá chegar a 10 milhões de frascos até dezembro, se necessário.

As medidas estão asseguradas pela parceria entre o Ministério da Saúde e o laboratório ucraniano Indar – um dos três produtores de insulina no mundo, com quem o ministério tem acordo de transferência de tecnologia para a produção nacional do medicamento. A previsão é que em três anos (2016) o Brasil produza Insulina NPH em escala industrial.

“Nosso esforço é para que os pacientes tenham a segurança de receber um medicamento de alta qualidade, produzido aqui no país”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Além disso, queremos reduzir a vulnerabilidade do país no mercado internacional de medicamentos, incentivar a produção nacional de ciência e tecnologia e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira”, completa o ministro. Estudos mostram que 7,6 milhões de brasileiros têm diabetes. Destes, cerca de 900 mil dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde para a obtenção de insulina.

OUTRA NOVIDADE– Para retomar a estratégia de desenvolvimento produtivo e tecnológico na área da saúde, o Ministério da Saúde – por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – estabelecerá uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório privado Biomm. A empresa brasileira detém tecnologia totalmente nacional e inovadora para a produção de insulina, que foi patenteada em conjunto com a Universidade de Brasília e é reconhecida por países com os EUA e o Canadá, além da Comunidade Europeia.

“Este estímulo do Ministério da Saúde trará de volta, para produzir no país, a antiga líder nacional, que se retirou do mercado farmacêutico brasileiro no começo dos anos 2000”, observa Alexandre Padilha, em referência à Biobrás. “Isto dá mais segurança aos pacientes e ao SUS”, acrescenta o ministro.

“Esta parceria permitirá ao Brasil obter todo o ciclo de produção de insulina, possibilitando que o país conquiste autonomia tecnológica para a consequente eliminação de dificuldades de abastecimento do medicamento e de vulnerabilidade em relação a flutuações de preços no mercado mundial”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. A PDP entre a Fiocruz e a Biomm será submetida ao Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis), formado por representantes do governo, sob a coordenação do Ministério da Saúde, que também conta com a participação do Fórum Permanente de Articulação com a Sociedade Civil.

CRONOGRAMA– Um novo cronograma de entrega de Insulina NPH pelo laboratório Indar e de transferência de tecnologia para a produção nacional do medicamento foi estabelecido a partir da revisão da parceria entre a empresa ucraniana e a Fiocruz. Os ajustes foram respaldados pela Portaria 873, assinada pelo ministro Alexandre Padilha em abril do ano passado, e pela Lei 12.715, do último mês de setembro, que definiram um novo marco regulatório para a aquisição e produção nacional de medicamentos e outros produtos em saúde.

Pelo novo cronograma, o início da produção de cristais de insulina pela Fiocruz já começa este ano. A fábrica de produção dos cristais (princípio ativo do medicamento) estará estruturada em 2014. No ano seguinte, serão realizados os testes, qualificações e ajustes técnicos para a validação das instalações produtivas.

Em 2016, a transferência de tecnologia pelo laboratório Indar à Fiocruz estará concluída para o início da produção de insulina em escala industrial. E, em 2017, o país estará preparado para a fabricação verticalizada (em grande escala) do medicamento. Calcula-se que a parceira entre a Fiocruz e o laboratório Indar resulte em uma economia total de R$ 1,3 bilhão para o governo brasileiro (considerando também a redução no preço dos insumos).

PDPs– Atualmente, estão em vigor 55 Parcerias de Desenvolvimento Produtivo para a produção de 47 medicamentos, cinco vacinas, um contraceptivo, um teste rápido e uma pesquisa. A partir destas parcerias – que envolvem 15 laboratórios públicos e 35 privados – a expectativa é que o Ministério da Saúde obtenha uma economia de aproximadamente R$ 940 milhões por ano.

Estão contemplados, nestas PDPs, 21 grupos terapêuticos de medicamentos: antiasmáticos, antiparkinsonianos, antipsicóticos, antirretrovirais, biológicos, distúrbios hormonais, hemoderivado, imunobiológicos, imunoestimulantes, imunossupressores, e oncológicos. Entre as PDPs destacam-se a produção do medicamento oncológico Mesilato de Imatinibe; do antirretroviral Atazanavir; dos biológicos Etanercepte e Rituximabe; vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI); e do antirretroviral de dose combinada (3 em 1 -  Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz).
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DIA MUNDIAL DA DIABETES





O Dia Mundial do Diabetes é celebrado anualmente no dia 14 de novembro, justamente o dia do aniversário de um cientista canadense que revolucionou o tratamento do diabetes, Frederick Banting. Juntamente com Best e Mcleod, Banting é reconhecido como um dos cientistas que descobriu e isolou a insulina, em 1921. Na época, quem desenvolvia diabetes tipo 1 tinha expectativa de vida muito baixa. O tratamento era feito reduzindo o consumo alimentar, eliminando especialmente o consumo de doces e carboidratos, o que ainda assim não era suficiente para prolongar por muito tempo a sobrevida dos indivíduos diagnosticados. 

Hoje há mais de 366 milhões de pessoas com diabetes no mundo. Destes, quase 100 milhões dependem de insulina para viver. Assim, a descoberta e emprego desse hormônio no controle do diabetes mellitus é um marco na história da medicina e da humanidade, pois permitiu que, desde então, pessoas diagnosticadas possam viver por muitas décadas de forma saudável . Por isso, o aniversário desse cientista foi reconhecido pelas Nações Unidas como o Dia Mundial do Diabetes.


Neste ano o tema da campanha do Dia Mundial do Diabetes, definido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) é relacionado à educação e prevenção em diabetes, mais especificamente "Diabetes: Proteja Nosso Futuro".Um dos principais objetivos do dia e da campanha é alertar a população sobre os riscos associados ao diabetes, e informar sobre como prevenir o diabetes tipo 2 e controlar de forma adequada, aumentando a qualidade de vida e reduzindo o risco de complicações, todos os tipos de diabetes.

Com a finalidade de ampliar o alcance da mensagem e homenagear Frederick Banting a IDF, em conjunto com a ONG Diabetes Hands Foundation, está solicitando que o Google crie um doodle a ser exibido no dia 14 de novembro, na abertura do site de busca online. Todos podem colaborar assinando a petição em: www.diabeteshandsfoundation.org/2012/05/banting-doodle/

www.idf.org
Nos seguintes sites as ações referentes ao Dia Mundial do Diabetes que acontecerão em todo o mundo. Acompanhe e participe:

FONTE: http://tenhodiabetestipo1eagora.blogspot.com.br