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terça-feira, 9 de julho de 2013

Vítima de estupro será atendida com urgência

O Senado aprovou dia 05, um projeto que assegura atendimento e tratamento imediatos em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) para vítimas de violência sexual. De acordo com o texto, que agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff, as unidades de saúde públicas ou conveniadas ao SUS precisam oferecer atendimento "emergencial, integral e multidisciplinar" - o que inclui auxílio psicológico e assistencial.
A partir da sanção presidencial, a futura lei entrará em vigor em 90 dias. Segundo a norma, os hospitais precisam oferecer medidas de precaução de gravidez, incluindo aí a distribuição da chamada pílula do dia seguinte, quando for o caso. A atuação preventiva dos médicos também se estende a doenças sexualmente transmissíveis. E as lesões também deverão receber tratamento da unidade de saúde.
DNA. O projeto aprovado determina que médicos e policiais atuem em conjunto. Uma das possibilidades seria a coleta de material genético para que serviços de perícia consigam identificar o agressor via exame de DNA. A medida já é adotada e regulada por um protocolo do SUS. Com a aprovação do texto pelo Senado, a prática torna-se lei. O atendimento é gratuito.
O projeto não restringe a garantia de atendimento a mulheres, mas estende esse direito a todas as possíveis vítimas de violência sexual, como homossexuais, transexuais e travestis. O texto também não faz restrição de idade ou gênero. Segundo o senador Wellington Dias (PT-PI), a falta de uma legislação disciplinando o atendimento dificultava o trabalho da polícia, uma vez que não seria tão comum a prática de coletar material genético para auxiliar na identificação do agressor.
'Feminicídio'. Depois de um ano de trabalho, a Comissão Parlamentar Mista da Violência contra a Mulher aprovou ontem relatório de 1.046 páginas com uma série de propostas de mudança na legislação e de recomendações ao Judiciário, ao Executivo e ao Ministério Público para enfrentar um problema que atinge uma em cada três brasileiras. Sugere-se, por exemplo, alterar o Código Penal para denominar de "feminicídio" o crime de morte contra a mulher praticado por alguém que teve relação íntima com ela.
Fonte: O estadao

domingo, 23 de junho de 2013

Quase quatro em cada dez assassinatos de mulheres são cometidos pelo marido

Dado faz parte de levantamento feito pela OMS, que considera violência contra as mulheres um problema de saúde pública com proporções epidêmicas

Quase quatro em cada dez (38,6%) mulheres assassinadas no mundo foram mortas por seus maridos ou namorados, revelou um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre violência contra pessoas do sexo feminino. Por outro lado, esposas e namoradas são responsáveis por "somente" 6,3% dos assassinatos a homens.
A taxa de homicídios de mulheres cometidos por seus parceiros varia de acordo com o país. A taxa mais elevada é observada em países asiáticos, onde quase 60% dos assassinatos a mulheres são cometidos pelos maridos ou namorados. A região com a menor porcentagem é da mediterrânea (14,4%).
O trabalho da OMS também mostrou que mais de um terço de todas as mulheres do mundo é vítima de violência física ou sexual, e na maioria das vezes o abuso acontece por parte de seu marido ou namorado. 
Diante desses números, a organização afirmou que o quadro representa um problema de saúde global com proporções epidêmicas. De acordo com a OMS, problemas de saúde comuns decorrentes desses abusos incluem ossos quebrados, contusões, complicações na gravidez, depressão e outros transtornos mentais.
Estatística — A pesquisa da OMS, divulgada nesta quinta-feira (20), foi feita em parceria com a Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres e com o Conselho Sul-africano de Pesquisa Médica. Os autores do estudo procuraram por todos os estudos sobre o assunto publicados nos últimos 20 anos e analisaram dados estatísticos de 169 países. Para chegar aos resultados finais, a equipe considerou 118 pesquisas que envolveram, ao todo, quase 500.000 pessoas.
"Nossos resultados sublinham que as mulheres são desproporcionalmente mais vulneráveis do que os homens a sofrerem violência e assassinato cometidos pelo próprio parceiro, e suas necessidades foram negligenciadas por muito tempo", diz Heidi Stöckl, pesquisadora da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Em um comentário anexado ao estudo, Rosana Norman, pesquisadora do Instituto Infantil de Pesquisa Médica Queensland, Austrália, disse que esses resultados "têm implicações importantes para esforços em prevenir homicídios cometidos por parceiros íntimos e a necessidade de futuras pesquisas."
Fonte: Veja On-line

sábado, 11 de maio de 2013

Semana de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes